Cuba espera que ONU aprove resolução contra bloqueio dos EUA

O medo dos yankes que um modelo socialista/comunista de certo, é uma evidência, por si só, de que o sistema tem condições de funcionar.

Da Agência Brasil

As autoridades de Cuba esperam, para esta terça-feira (13), que o embargo imposto ao país pelos Estados Unidos, há cerca de meio século, seja tema de resolução na Organização das Nações Unidas (ONU). A expectativa do governo cubano é que os membros da ONU aprovem um texto condenando o bloqueio econômico. A resolução tem peso de recomendação, não é uma determinação.

A ONU condena o bloqueio que incide sobre as áreas econômica, comercial e financeira de Cuba, afetando a população, que vive sob restrições. No ano passado, foi aprovado um texto, com o apoio de 186 dos 193 países que integram a organização, condenando o embargo.

As autoridades cubanas encaminharam relatório à ONU informando que, até dezembro, o país deve sofrer prejuízo de US$ 1,66 trilhão em decorrência dos efeitos do bloqueio. No documento, os cubanos reiteram que o bloqueio é objeto de críticas de vários governos e entidades. Recentemente, a presidenta Dilma Rousseff voltou a pedir o fim do embargo a Cuba, durante reunião no Peru.

Nesta terça, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, estará presente à sessão ordinária da Assembleia Geral da ONU. O chanceler deverá lembrar que, desde 1992, são aprovadas resoluções condenando o embargo.

O cólo que enfraquece o crescimento

Brasil, sem dúvidas é um país atípico. O governo federal insiste em dizer, que somos o país de todos, não vou discutir isso agora. Dentro das típicas características brasileiras, uma delas impressiona, os filhos que vivem com os país. 30 anos, seria a idade de já sermos homens/mulheres feitos, independentes, maduros e responsáveis em nossas finanças pessoais. Mas muitos brasileiros com esta idade ainda não saíram da casa dos pais e continuam a ser o filinho da mamãe.

É claro, que diferente dos jovens em países desenvolvidos, a vida do jovem brasileiro é mais difícil. Mas também há o fator de que nós jovens somos medrosos, medo que vem da superproteção perpetua oferecida pelos pais. Então no cólo eterno permanecemos estáticos. E com essa proteção excessiva, não desenvolvemos nossa independência, nem pessoal e muito menos financeira. Com isso trabalhamos menos, nos importamos menos, poupamos menos e até mesmo vivemos muito menos.

O aluguel é caro, mas ele é também na Austrália, na Espanha e nos EUA. A diferença, é que nos outros países, os jovens formam pequenas repúblicas, e dividem o aluguel em três ou quatro pessoas. Além de motivar a independência, essas pequenas repúblicas, ajudam o jovem em sua vida social, em formar amigos leais, uma espécie de “Friends”. Uma convivência extremamente diferente daquela vivida com os pais, cheia de regras, hierarquias e proteção. É uma vida independente, com pessoas da mesma faixa etária convivendo, se ajudando, partilhando problemas e evoluindo.

Uma vez o casamento era cedo, o que não fazia deste fenômeno algo tão impressionante. Já no século que estamos, o casamento aos 35 é algo comum, o que faz de um adulto o filinho da mamãe por muito tempo.

O crescimento econômico é claramente enfraquecido, pois o jovem não se vê obrigado a sair da zona de conforto, afinal tudo lhe é dado. O crescimento emocional, não fica atrás, pois o jovem demora muito mais tempo para se tornar maduro e independente. Os únicos que fogem a esta regra, são os nascidos em pequenas cidades e ao buscar sua formação acadêmica em outra cidade vivem um pouco disso. Digo um pouco pois os jovens de famílias com rendas superiores a média, alugam o seu próprio apartamento, e jogam fora a oportunidade de conhecer novas pessoas, desenvolver novas habilidade e até mesmo de desenvolver independência, pois é o pai do interior que semanalmente manda a mesada para o filho.

Parece que nos esquecemos de como se vive em comunidade, o sistema que prega o individualismo tem triunfou. E nós seguimos com mentes pequenas, sem saber o como é uma vida longe do assistencialismo familiar.

Para os aficcionados por bikes, segue, uma maneira interessante, de pendura-la na parede. 

enochliew:

Elk Bike Hanger by Reinis Salins

A decorative way to easily mount a bike onto the wall.

uchinismind:

Old Coins from Greece {Dracma}

Uma Sociedade em Ruínas

Aristóteles, o antigo filósofo Grego, certa vez exclamou, “O objeto principal da política é criar a amizade entre membros da cidade”.

Hoje muito próximo à onde possivelmente esta frase foi pensada, na praça central de Atenas, os protestos do povo contra o Governo Grego se acumulam. É impressionante a capacidade dos gregos reunirem-se, dia após dia, em frente ao parlamento para reivindicar o que lhes é de direito. O fato de mais de 60% dos jovens não terem emprego, ajuda a explicar o fenômeno, mas não é suficiente. São protestos massivos e diários, resultam em greves trabalhistas quase semanais e o pedido é um só, não a austeridade.

Os gregos devem duas vezes mais do que tem, se já não fosse isso ruim o suficiente, a dívida aumenta mês a mês devido a um enorme déficit primário na balança de pagamentos. A austeridade é a famosa faca de dois lados, pois ao mesmo tempo que busca corrigir este déficit primário, ela aumenta o desemprego, reduz a renda, diminuindo a capacidade de pagar impostos, que consequentemente, pode vir a aumentar o déficit. O Euro foi o grande causador destes problemas, pois fez com que o câmbio grego que seria naturalmente menor, se igualasse aos câmbios de economias como Alemanha e França. Esse câmbio irreal afundou o país, pois além de dar uma falsa sensação de riqueza, acabou com o pouco que restava de competitividade internacional ao país e diminuiu o turismo que se tornou em média 4x mais caro para os demais cidadãos europeus.

Os cidadãos comuns querem o calote, concordo plenamente com eles. Uma saída da zona do euro, seguida de um não pagamento da divida à aqueles que os prejudicaram é a melhor solução. Os gregos passariam a ter uma moeda extremamente desvalorizada, algo em torno de 5 Dracmas para 1 Euro. Esta nova realidade monetária faria da Grécia o país mais barato da Europa para ser visitado, suas ilhas e ruínas, famosas ao redor do globo, receberiam incessantes visitas, tornando a balança comercial do país muito melhor do que hoje. Além do turismo, a moeda desvalorizada, traria ao país força para criar uma industria exportadora, que por fim traria ainda mais benefícios a balança comercial. Diferentemente do Brasil, os gregos já possuem um nível de vida extremamente elevado, o que lhes permite não crescer por alguns anos. Sendo um país pequeno, poderiam viver uma vida parecida com a dos estonianos, com uma ou duas atividades primárias eficientes, pautados no turismo e no setor de serviços para manter o padrão atual de vida. O Euro e a insanidade do Banco Central Europeu e FMI, não lhes permitem fazer isso, pois para o BCE o importante é que eles paguem a divida e não que tenham uma vida digna.

Greexit, a melhor saída para a Grécia.

O rosto do reeleito Barack Obama, pelo artista note-americano Sam Spratt

samspratt:

“Golden Age” - Portrait of Barack Obama by Sam Spratt
(Prints Available Here)

O rosto do reeleito Barack Obama, pelo artista note-americano Sam Spratt

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“Golden Age” - Portrait of Barack Obama by Sam Spratt

(Prints Available Here)

O explícito problema do ‘Capitalismo de Estado’

O constante problema do governo escolher campeões nacionais, sem dar pé de igualdade aos competidores, faz do Capitalismo de Estado, um sistema fomentador de desigualdes socias. Desigualdades piores até que as causadas pelo neoliberalismo. Um governo que utiliza os recursos do povo para favorecer uma duzia de empresários é o que temos à dolorosos 10 anos.

O fato negativo mais recente é explicitado no texto abaixo publicado na edição de número 4.495 do Relatório Reservado.

BNDES e Marfrig são chifres do mesmo boi

Eureka! O BNDES parece ter descoberto a picanha filosofal. Vai reinventar a operação de uma agência de fomento, colocando rabo e chifre na BNDESPar para impedir que a Marfrig caminhe para o abatedouro e o banco torne-se uma “Bovinobras”. O BNDES vai tirar dinheiro de um dos bolsos em colocar em outro. Para que fique mais claro: até 6 de fevereiro de 2013, ele converterá só o equivalente a 14,64% das debêntures da empresa em sua carteira, ou seja, R$ 366 milhões de um total de R$ 2,5 bilhões. O percentual não é mágico. Corresponde a um terço da emissão primária de ações de R$ 1,1 bilhão anunciada pelo frigorífico. Mas o firme da conversão está condicionado à realização da oferta até 6 de fevereiro. Nessa operação, o banco é financiador, acionista, garantidor, parceiro e seu próprio açougueiro. Vai engolir um baita prejuízo de R$ 1,238 bilhão (valor das ações em 24 de outubro para manter o boi vivo) no pasto. Procurado, o BNDES informou que “não pode fazer comentários sobre o assunto em função de Instrução da CVM”.

A conta é a seguinte: se convertesse as suas debêntures, como um acionista normal faria, o BNDES passaria de 13,94% para 44,1% do capital da Marfrig, tornando-se controlador da empresa. Nessa hipótese, como o frigorífico está penando para honrar seus compromissos financeiros e a emissão primária iria para o brejo, a “Bovinobras” trocaria chumbo consigo própria. Ou seja: o banco seria, ao mesmo tempo, credor e cobrador. Entenda-se que a garantia do BNDES, através da conversão das suas debêntures no valor de R$ 366 milhões, são, pelo menos, três patas do IPO. Como não dá para estatizar a Marfrig nem deixá-la quebrar, quem pariu o bezerro que o embale.

A forma de transformar o descaso com dinheiro público em pós-graduação bovina foi juntar orelha, focinho e miúdos em uma fumegante aposta de que abrir mão de 120.447.830 ações da empresa é muito melhor do que ver boi voando. Esse é o número cascudo de títulos a que o banco renunciará, não convertendo 85,4% da sua carteira de debêntures da Marfrig ao preço unitário de R$ 10,28, cotação do papel no dia em que o IPO foi anunciado. Se trocasse até a última debênture, auferiria uma rentabilidade da ordem de 138% em relação ao preço de conversão. Nada mal, né? Mas, na ortodoxia “papai com mamãe” do BNDES, esta é uma lógica míope. O banco descartou o controle pelo Estado, não converterá as debêntures porque acredita na empresa, viabilizará a capitalização através da emissão primária de ações e fez uma profissão de fé pública na prosperidade da Marfrig.

Entretanto, basta um passo para que esta racionália atravesse a fronteira da esquisitice. A própria data do IPO parece exígua para o fechamento da operação, não obstante o braço amigo do BNDES. E se a emissão não se confirmar, o banco pode cismar de aumentar o prejuízo e colocar mais dinheiro na Marfrig. Inventar, por exemplo, uma emissão debêntures não conversíveis. Tudo pode acontecer: fraldinha, rabada e mocotó, ao mesmo tempo. A torcida é que o BNDES, criador do minotauro em questão, esteja conduzindo essa manada com a competência e a visão estratégica que são sua tradição. A aposta em cavalos vencedores, como disse o presidente do banco, é parte integrante do jogo global. Como declarou Luciano Coutinho, “só os medíocres não entendem”. Mas, nesse caso, se não der certo, sobrarão para o BNDES e a Marfrig um sonoro “Muuuuuuuuuuu!”

The Beautiful Girls - Gratitude

(Fonte: weheartit.com, via yetifilms)